Friday, May 06, 2011

REVISÃO DA MATÉRIA

A propósito da resposta dada ontem por Silva Lopes no programa Negócios da Semana, na Sic Notícias em que participava também Jacinto Nunes, à pergunta de J Gomes Ferreira: Como é que pode encontrar-se o consenso pós eleitoral necessário para a formação de um governo com apoio parlamentar maioritário alargado se os líderes dos principais partidos não parecem entender-se?

Silva Lopes - O Presidente da República tem especiais responsabilidades para forçar a formação desse governo, que pode ser chefiado por outra personalidade. Se o não conseguir deve denunciar publicamente o responsável ou os responsáveis pela obstrução.

A propósito, escrevi aqui em 1 de Fevereiro de 2010:

"Não há, então, nada a fazer? Há.

O senhor Presidente da República tem uma faculdade que lhe permite e, do meu ponto de vista, o obriga, no actual quadro partidário, e na situação crítica em que o País se encontra, de promover o consenso acerca dos objectivos nacionais e dos caminhos a percorrer para os atingir de forma politicamente sustentada. Na próxima Quinta-Feira não deve deixar passar essa oportunidade. Porque essa é a ocasião que dá sentido à existência de um Presidente eleito por sufrágio directo, e de um Conselho de Estado, onde os interesses partidários se devem diluir nos interesses do País. Se o não conseguir, deve informar o País porquê."

e a 17 de Outubro de 2010, aqui

TALVEZ, OUTRA SAÍDA

"O constitucionalista Jorge Miranda disse hoje, em Ferreira do Zêzere, que, caso o Orçamento do Estado para 2011 não seja aprovado, o Presidente da República deve tentar que se forme um Governo de coligação...

...“Já deviam ter feito isso há um ano. Perdemos um ano”, afirmou, sublinhando que o que resultou das eleições de Setembro de 2009 acabou por ser um “Governo muitíssimo fraco em muitos aspectos”.

Há quanto tempo que venho dizendo o mesmo... Ultimamente, por exemplo, aqui.

Luis Amado seria, seguramente, nas circunstâncias políticas actuais, que não consentem nem recomendam eleições gerais, que aliás se ocorressem não alterariam sensivelmente o arco parlamentar actual, seguramente um PM com características de apaziguamento e negociação que a situação altamente crítica requer e que, de modo algum, o actual possui."

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